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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Casamentos e batizados, só vão os convidados!

Uma amiga de longa data vai casar. Comunicou-nos muito antes de entregar o convite, tudo muito bem, claro que íamos, já eles também vieram ao nosso casamento. Aliás, nem era preciso convite! :)
No fim-de-semana passado vieram entregar-nos o convite, um "pro forma" apenas, pois já estávamos mais que convidados; abrimos mas nem prestámos muita atenção ao texto, pois já sabíamos a data, a hora, o local, etc.
Só depois de eles irem embora é que estivémos a ver o convite com atenção e no fim dizia: o convite não é extensível a crianças. WHAT?!

Bem sei que uma festa, seja um casamento ou outra qualquer, se aproveita muito mais se não tivermos de tomar conta dos nossos filhos. Bem sei que estaríamos muito mais descontraídos e descansados. Talvez até no fundo saiba que não foi com má intenção que as crianças foram excluídas da festa. Mas... posso ser eu a decidir se quero estar descansada e sem os meus Minúsculos numa festa?

Quais são os pais que se sentem bem a ir a uma festa da qual os seus filhos foram excluídos? O meu primeiro pensamento foi "Se os meus filhos não são bem vindos, porque raio hei-de eu ir?"

Não entendo esta exclusão. Por acaso acharão os noivos que as crianças lhes vão dar trabalho a eles? No meu caso garanto que não, se levo os meus filhos para festas é para tomar conta e me responsabilizar por eles. E aliás, as crianças divertem-se imenso num casamento umas com as outras quando já andam e correm. Fartam-se de brincar, dançar, conhecer pessoas novas, outros meninos.

Achei de mau tom esta exclusão, não me sinto desejada numa festa da qual os meus filhos foram excluídos e não quero mesmo ir. Teria com quem os deixar se assim desejasse, os avós, os tios e os padrinhos quase que se arranham para ver quem fica com eles! Repito: se assim desejasse e não quando me é imposto. Detesto imposições e esta é de muito mau tom, na minha opinião.

O meu problema agora é: como é que dizemos que não vamos por causa disto?

quinta-feira, 1 de março de 2012

"Mãe, não há saquinho?"

Fomos esta semana ao aniversário de uma sobrinha bebé e vim de lá tão desiludida com a falta de sensibilidade para com as crianças que foram...
Foi um jantar e não havia lá uma sopa que eu e outras pessoas pudéssemos dar aos nossos filhos. De salientar que os meus cunhados têm outro filho além da bebé e não vi nem um nem outro a comer sopa. Ou já a tinham comido quando chegámos ou então também não havia para eles...
Foi um "come-em-pé", como eu costumo dizer, pois não havia cadeiras para toda a gente.
Os meus Minúsculos comeram croquetes e pão com fartura! Além disso havia leitão, mas com pimenta a mais para eles...
Depois vieram as sobremesas e uma travessa com ananás e pêssego de conserva. Eu enchi-me de coragem e perguntei: "Oh A. tens aí uma peça de fruta que eu possa dar ao Minúsculo e à Minúscula?" "Está aí." - respondeu-me apontando para a travessa da fruta de conserva. Por acaso teria pensado que eu ía dar aquilo aos meus filhos?! Quando eu falo em peça de fruta, o que vos vem à cabeça? Pêras, maças e bananas ou uma lata de ananás? Conclusão: não comeram fruta.
No espaço as crianças pequenitas como a Minúscula não podiam andar à vontade... Tinham fácil acesso a uma escadaria e havia uma lareira acesa e desprotegida. Logo, os adultos não tiveram um minuto de sossego, sempre a vigiar para evitar que houvesse acidentes. Não havia um balão, uma fita, um boneco, um enfeite, nada que fizesse lembrar que era a primeira festa de aniversário de uma bebé.
Por fim, não houve uma lembrancinha para os pequeninos! O Minúsculo costuma ir a algumas festinhas e há sempre uma oferta no final, o mais vulgar é um saquinho com guloseimas, daí a pergunta dele quando lhe vesti o casaco para virmos embora. Cortou-me o coração ver a desilusão na carinha dele!
É uma tristeza a falta de vontade de agradar, de bem receber, de algumas pessoas. E essas pessoas vão a outras festas e vêem o que se lá faz, o que é hábito... Sinceramente, não percebo.Não aprendem nada. Quando faço as festinhas dos meus Minúsculos ou outras ocasiões em que vêm crianças a minha casa há sempre uma panela de sopa, fruta fresca à disposição, certifico-me que o espaço está seguro para as crianças, ponho brinquedos à disposição... Esforço-me para agradar e receber bem, para que as pessoas estejam  satisfeitas. Aliás, se assim não fosse, que sentido faria convidar? Não é?