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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

minusculus terribilis

Meu Minúsculo anda um insubordinado de primeira. Às vezes parece que não ouve nada do que digo, não faz nada que o mande!

Minúsculo, anda cá! E ele foge...
Minúsculo, sai da piscina! E ele ainda faz mais 100 metros de crawl...
Minúsculo, vem para a mesa! E ele ainda tem de ir buscar um brinquedo, ou um livro, ou ir fazer xixi, ou, ou...
Minúsculo, pára de saltar em cima do sofá! E ele ainda dá mais uns pinotes só para provocar.

Acaba por fazer o que eu mando, mas tenta arranjar sempre maneira de fazer outra coisa antes e de me contrariar.
É lindo, meigo, maravilhoso... mas há dias que me põe doida. Quando ralho ou contrario faz birras de meia-noite. Não é que se atire ao chão a espernear, mas grita como se o estivessem a matar. Ontem quase que me levou ao extremo e esteve mesmo por um triz para levar uma palmada.
Por um lado acho que está só a comportar-se como qualquer criança de quatro anos e meio, por outro questiono-me se as regras que lhe tenho dado não são suficientes e se estou a falhar na educação dele.
Hoje está de castigo e não há desenhos animados nem bicicleta para ninguém.
Na escola: um santo!

E pronto, venham de lá esses comentários anónimos ressabiados cruxificar "a mãe perfeita" que afinal de contas não tem mão na cria.

Curiosidade: este é o primeiro post que faço com a etiqueta birras. Por isso, se calhar, a coisa nem é tão má como a estou a pintar.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

desabafo

Nem sei porque é que continuo a  visitar e a comentar certos blogs que nem um "olá" me dizem. :/ Que nem quiseram saber de perguntar como está o meu irmão, quanto mais desejar as melhoras. Não lido bem com mal-agradecidos, pronto.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

follow the flock (NOT!)

Já disse que detesto rebanhos? Não de animais, é de gente mesmo que estou a falar!
Tive uma reunião que antecede o início do ano lectivo do meu Minúsculo e tive de me chatear.
Normalmente toda a gente concorda com a educadora, toda a gente lhe faz vénias, toda a gente diz que sim a tudo. Ora eu não sou assim, se não concordo com alguma coisa manifesto-me, explico o meu ponto de vista, claro que tento por tudo defender o que quero e penso.
E depois sou eu que sou sempre do contra e antissocial, ora porque quero a factura do dinheiro que dou mensalmente para material, ora porque acho que não se deve gastar esse dinheiro mal gasto, ora porque não quero que dêem gomas ou rebuçados aos miúdos na escola, enfim...
Estou farta daquela rebanhada de pais que não consegue pensar pela própria cabeça, que só pensa em gastar dinheiro desnecessariamente, que não tem um pingo de tolerância por quem não vai nas mesmas rebanhadas nem anda a "lamber o cú" aos outros! Perdoem-me a expressão, mas estou mesmo passada!

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Identificar-me com algo é...

 
"Concluí que o que nos faz ficar tão magoadas com o facto de os nossos pais não entenderem, criticarem, contestarem a forma como criamos os nossos filhos, é mais do que insegurança, é mais do que medo de estar a fazer mal, é mais do que necessidade de ter a sua aprovação. Claro que é isso tudo mas também é o facto de termos que nos confrontar com a constatação (ok, talvez seja inconsciente) de que a nossa infância não pode ter sido tão boa como nós imaginávamos ou ou ainda pior do que imaginavamos.

Talvez quem se sente magoada agora seja a menina que outrora fomos, a que não mamou o suficiente, que não dormiu com os pais, que não teve colo o suficiente, que não chorava quando a mãe virava costas, que ouviu muitos nãos sem sentido, que cresceu entre limites e regras arbitrárias, que levou algumas ou muitas palmadas, que conheceu bem o sistema de castigos e recompensas, que comeu sempre tudo até ao fim para ter direito a gelado, que aprendeu a ser uma boa menina para merecer amor e mesmo assim, sentia que não o merecia...

Que essa mãe, tenha agora a presença de alma para não justificar a utilização dos mesmos meios com os seus filhos e que, a filha que ainda somos, saiba perdoar os pais e ama-los por terem feito, e continuarem a fazer, o melhor que sabem.
Só assim nos curaremos, curaremos os nossos pais, criaremos futuros pais e mais felizes."

Pela autora de Want a Miracle

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Casamentos e batizados, só vão os convidados!

Uma amiga de longa data vai casar. Comunicou-nos muito antes de entregar o convite, tudo muito bem, claro que íamos, já eles também vieram ao nosso casamento. Aliás, nem era preciso convite! :)
No fim-de-semana passado vieram entregar-nos o convite, um "pro forma" apenas, pois já estávamos mais que convidados; abrimos mas nem prestámos muita atenção ao texto, pois já sabíamos a data, a hora, o local, etc.
Só depois de eles irem embora é que estivémos a ver o convite com atenção e no fim dizia: o convite não é extensível a crianças. WHAT?!

Bem sei que uma festa, seja um casamento ou outra qualquer, se aproveita muito mais se não tivermos de tomar conta dos nossos filhos. Bem sei que estaríamos muito mais descontraídos e descansados. Talvez até no fundo saiba que não foi com má intenção que as crianças foram excluídas da festa. Mas... posso ser eu a decidir se quero estar descansada e sem os meus Minúsculos numa festa?

Quais são os pais que se sentem bem a ir a uma festa da qual os seus filhos foram excluídos? O meu primeiro pensamento foi "Se os meus filhos não são bem vindos, porque raio hei-de eu ir?"

Não entendo esta exclusão. Por acaso acharão os noivos que as crianças lhes vão dar trabalho a eles? No meu caso garanto que não, se levo os meus filhos para festas é para tomar conta e me responsabilizar por eles. E aliás, as crianças divertem-se imenso num casamento umas com as outras quando já andam e correm. Fartam-se de brincar, dançar, conhecer pessoas novas, outros meninos.

Achei de mau tom esta exclusão, não me sinto desejada numa festa da qual os meus filhos foram excluídos e não quero mesmo ir. Teria com quem os deixar se assim desejasse, os avós, os tios e os padrinhos quase que se arranham para ver quem fica com eles! Repito: se assim desejasse e não quando me é imposto. Detesto imposições e esta é de muito mau tom, na minha opinião.

O meu problema agora é: como é que dizemos que não vamos por causa disto?

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

inveja

A chinesa da loja a que costumo ir tem filhos da idade dos meus Minúsculos e está grávida do terceiro. Fiquei invejosa!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Amamentação

Volta e meia deparo-me com escritos sobre amamentação em revistas, blogues, facebook, etc. Deparo-me com afirmações de mães como: "foi um alívio deixar de amamentar", "amamentar foi uma tortura", "se tiver outro filho não vou dar mama", "quando o meu leite secou foi uma alegria", "o meu filho nunca mamou e é saudável", "o mais importante para o bebé não é a mama, é a mãe estar bem" etc., etc. E todas estas afirmações são merecedoras de aplausos, como se o esforço para amamentar não valesse a pena ou fosse mesmo visto como uma obcessão, desvalorizando-o.
A verdade é que amamentar não é fácil para muitas mães, exige sacrifícios, causa dores. Mas não é o fim do mundo e com preserverança tudo é possível. Não estou a dizer que se deva insistir a todo o custo até dar em maluca, por exemplo, o que estou a dizer é que por vezes a realidade não corresponde às expectativas que tínhamos e temos de nos esforçar mais para conseguirmos o que queríamos, porque o que tenho aprendido ao longo da minha ainda curta existência é que com esforço tudo se consegue.
No meu caso pessoal não amamentei o Minúsculo mais tempo porque não me esforcei o suficiente, porque não soube escutar bons conselhos e dei ouvidos a vozes que me diziam que o biberão também era muito bom. No imediato, sim, foi muito bom, foi um alívio para mim e óptimo para ele ter uma mãe mais bem disposta. Mas hoje em dia olho para trás e nunca vou deixar de sentir que lhe devo isso, ele merecia que me tivesse esforçado mais para conseguir. Não foi de todo uma decisão informada. No caso da Minúscula não me permiti cair na mesma asneira, informei-me, mentalizei-me que a ía amamentar mesmo antes de a "fazer". E com esforço, dores, sacrifício consegui. Consigo, aliás, mas já sem incómodos claro, que esses duraram apenas cerca de duas semanas.
Eu não pretendo criticar ninguém, nem quem deixa de dar mama cedo, nem quem a dá até tarde. São decisões e como tudo na vida são responsabilidade de quem as toma, mas acima de tudo, deviam ser decisões informadas. E talvez as pessoas devessem estar mais conscientes de que, querendo, é possivel ultrapassar as dificuldades, ter mais um pouco de espírito de sacrifício e de que é preciso esforçarmo-nos para conseguirmos aquilo que queremos. Porque a recompensa, que é a satisfação de atingirmos os nossos objectivos e de dar o melhor aos nossos bebés, essa não tem preço.

domingo, 8 de abril de 2012

Boa Páscoa!

Estou aqui que nem posso, tenho de desabafar.
Nós e os meus cunhados (ambos padrinhos dos filhos uns dos outros) temos feito o almoço de Páscoa à vez, um ano em minha casa, outro na deles. Este ano calhou-me a mim e quando lhes dissémos para virem almoçar, disseram que estavam ambos a trabalhar. Ora muito bem, então que viéssem jantar. Que sim, que vinham, isto na quarta-feira. Na sexta o meu cunhado mandou mensagem ao irmão, meu marido, a dizer que afinal não vinham, que íam a casa dos pais da minha cunhada. Ontem já mandou outra mensagem a dizer que afinal vinham a minha casa. Mas em que é que ficamos? Isto não é a casa da sogra, não! E ainda por cima nada de me dizer nada a mim, eu que sou a que tem de fazer o jantar não fui vista nem achada neste vem/ não vem!!! Estou capaz de bater em alguém!
Os meus pais e os meus sogros vieram cá almoçar e eu disse que ía fazer arroz de marisco para o jantar. Pois a minha sogra disse logo "Não podes pôr coentros que a A. é alérgica!" A A. é a minha cunhada. Coitadinha da menina!!! Devia ter-lhe perguntado se quando nós vamos a casa dela também lá vai dizer o que é que ela tem de fazer para nós comermos... Que é uma pessoa que nem uma peça de fruta foi capaz de me dar para os meus filhos da última vez que lá fomos. Está sempre de trombas, por mais que lhe faça, por mais simpática que eu seja com ela... É a antipatia em pessoa. Foda-se, estou farta!