Ele está um crescido. Foi à primeira consulta no dentista e até deixou tirar as manchas negras nos dentes. Anda a comer lindamente. Está independente e desenvolvido. As conversas cada vez mais elaboradas. Diz que somos namorados e que vamos casar. Adora jogar à bola e andar de bicicleta. É muito querido conosco, faz-nos desenhos em papelinhos e dá-nos muitos beijos e abraços. Adora atazanar a irmã.
Ela uma crescida está. Come praticamente tudo pela mão dela (ainda dou uma ajuda com a sopa). É uma grande gulosa e não pode ver chocolate. Adora o Ruca e a Xana Toc Toc. Gosta muito de dançar, de dar pinotes no sofá e de andar de Quatro. É muito expressiva e de um dia para o outro teve um grande desenvolvimento na fala. Já faz frases com 3-4-5 palavras. Não é muito de repetir, é mais de dizer espontaneamente. Anda muito mimocas também, dá muitos beijinhos, é mesmo menininha.
Estão os dois a atravessar fases espectaculares. Ele a deixar definitivamente de ser bebé, ela uma bebé adorável. Estão os dois "de se comer" e quando os vejo juntos nas brincadeiras quase que dou um estoiro de tão orgulhosa! Amo-os tanto, tanto, um amor que às vezes até parece que dói e não cabe no coração. E amo-os por igual aos dois, são de tal forma deliciosos que é mesmo impossível escolher! Posso afirmar, sem sombra de dúvidas, são os filhos com que sempre sonhei, superam todas as expectativas e mais algumas que eu tinha em relação à maternidade e todos os minutos que passamos juntos são a maior dádiva que posso ter.
Ser mãe a tempo inteiro não foi uma escolha do género "agora vou deixar de trabalhar fora e ficar com as crias em casa", foi uma coisa que foi acontecendo, primeiro por falta de colocação e depois por opção. Não é fácil e confesso que às vezes sinto necessidade de trabalhar fora, nem que fosse um horário de 10 horas, mas foi a melhor coisa que nos podia ter acontecido. Poder participar a tempo inteiro no crescimento e desenvolvimento dos meus filhos é algo impagável. As vivências que vamos tendo vão um dia ser recordações deliciosas e um dia vou olhar para a infância deles e pensar: eu assisti mesmo a tudo, ninguém me contou as suas conquistas, as palavras, os problemas, as brincadeiras...